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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Ode a paz



Sim, eu queria ouvir algo sobre a paz, sobre o nascimento, sobre o perdão,
sobre um aperto de mão; Sobre um abraço na esquina, sobre um beijo, não entre celebridades, mas dois estranhos que se esbarram na rua;

Quero mais, quero notas de nascimento, com toda a aquela repetição frasal de locutores, entoando: Um Ato de fé cristã!
Sim, eu quero; Anúncios de colheitas bem fartas, de repartição de terra. Quero o flash certo na hora em que mães e filhos se encontram depois de longos e longos anos de separação.

Queria um Jornal nacional, internacional, mundial sobre os politicos que fazem a palavra ética signifcar algo. Queria um documentário sobre o alegre passeio das crianças vindo das escolas.
Queria ver estampando nas manchetes dos principais jornais do Brasil o sorriso das crianças brincando na chuva.

Um ode a minha e a sua paz e que seja compartilhável aos piores instantes.



sexta-feira, 5 de abril de 2013

Hino

O solo
sol
gentil
de cada dia
castiga de nobres a pobres
desse colossal nordeste.



Sem (des) pertar



E se realmente eu não acordasse, olharias pra mim como nesse instante; tiraria meu cansado folego com esses beijos; depositaria em mim amor maior do que esse; me contaria todos esses segredos. E se realmente eu não acordasse, trocaria tuas lagrimas, teus soluços, pelas sinceras risadas na cama, antes de dormir; passearia nas ruas, debruçada sobre mim, sem aceitar apenas dar as mãos; Irias rir de minhas imitações horríveis.

E se fosse apenas sonho, seria tão real, narrado com tamanha exatidão, felizes momentos como esses. E pra que tanto idealismo, regras, solidão, se o bem mais comum é compartilhar com a pessoa amada esses sinceros e simples momentos. E só pra lembrar, escrevo este texto, ouvindo nossa trilha favorita, “King of Leon”.

E atrapalhando, melhor dizer, corrigindo esta sonolenta digitação, Aurora, corre e pula na cama até se aconchegar sobre minhas pernas e dormir feito um anjo, ela sim deve estar sonhando.


05/04/13 ás 03:08 da madrugada.
- Senna Xavier



quarta-feira, 3 de abril de 2013

Um poeta oriundo e uma equilibrista sem circo.



Da minha cama para o chão, há exatamente dois metros, é preciso saltar  de peito aberto, com o coração ofegante.
Vidros de perfume, perfuram os meus pés, uma dor fina, sai do pé até o coração, esse sabe que ando meio calado, sem usar as  linhas tumultuosas, mas vivendo, deixando cada instante falar por si, sem traduzir os lindos sorrisos, nem muito menos a felicidade que  não cabe nas linhas e muito menos no peito.