Ainda insisto em querer;
aquelas frases sujas,
que nada traduzem meu eu.
[...]
Teu silêncio ecoa em escapamentos,
O suspiro levanta voô e faz eremitas
[escarrarem as soluções.
O roteiro já estava escrito.
Existia tanta coisa pra falar,
deixamos o cadafalso ao lado da mesa.
Thoreau aponta um outro caminho;
que não esbarre no seu.
Foi tudo que tinha,meus bolsos agora cospem fogo.
As cadeiras não se movem;
esperam sempre os outros...
Vidas secas de miserias;
Vidas secas de olharem sem brilho.
Não venero teu bem querer.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Diário 36:Padrões
Sempre me estranha a forma que a publicidade,propaganda e seus afins,"usam e abusam" os valores tidos como eternos,não querendo se desprender dos mesmos.E não obstante querendo que nós possamos ir de encontro aos seus valores que nada dizem de nosso dia a dia.
È sempre assim:"um negro casado como uma negra,com todos parentes negros,os brancos felizes abrindo suas latinhas de cerveja depois de um longo dia de trabalho na sua impresa que o traz milhôes."
Como se nossa realidade fosse a tal...gostaria mesmo de ver tudo isso mesmo dentro de um lixo bem distante de min,onde nem os meus escarros chegassem a tocar.
È sempre assim:"um negro casado como uma negra,com todos parentes negros,os brancos felizes abrindo suas latinhas de cerveja depois de um longo dia de trabalho na sua impresa que o traz milhôes."
Como se nossa realidade fosse a tal...gostaria mesmo de ver tudo isso mesmo dentro de um lixo bem distante de min,onde nem os meus escarros chegassem a tocar.
sábado, 6 de novembro de 2010
Diário 35:Rabiscos na pele que nada dizem sobre min (ou de como fiquei prezo no fogo)
Quando relembro aquele teu olhar distante;
tenho imensa vontade de lutar com os leões.
Jurar novas paixões e jogar as ultimas moedas aos plebeus.
[...]
Pensar que tudo teu seu fim é tão sem anexo.
O belo instante se eterniza... pobre de min inventar que me cessarei de você com apenas um instante.
Porém são tantos que proíbe , são tantas regras que me impedem de te alcançar.
Eu só queria permanecer em teus laços, me enforcar com teu suor e acordar sonhando.
Não é nada de mais, nada...
Sentir cada aflição do teu peito;
seja como e onde for,estarei ali com olhos fechados.
Não roube o que ainda te pertence.
Só quero dizer:
-Como a lua brilhava tanto naquela noite, lembra?
tenho imensa vontade de lutar com os leões.
Jurar novas paixões e jogar as ultimas moedas aos plebeus.
[...]
Pensar que tudo teu seu fim é tão sem anexo.
O belo instante se eterniza... pobre de min inventar que me cessarei de você com apenas um instante.
Porém são tantos que proíbe , são tantas regras que me impedem de te alcançar.
Eu só queria permanecer em teus laços, me enforcar com teu suor e acordar sonhando.
Não é nada de mais, nada...
Sentir cada aflição do teu peito;
seja como e onde for,estarei ali com olhos fechados.
Não roube o que ainda te pertence.
Só quero dizer:
-Como a lua brilhava tanto naquela noite, lembra?
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Diário 34: Plenamente cruel
Eu sou plenamente cruel,
Eu sou um pleno de pano.
Eu sou um sereno luar.
Tu vais diante das flechas,
eu luto sem medo de ferir.
Nós não nos interferimos nos ociosos;
Se algum tempo fui ferido,hoje não carrego á cicatriz.
Deve estar tudo guardado.
Ou não?
Por dentro de todo ismo:
Comodismo, estreitismo, afrodisíaco e pentecostal.
Hora não mais fala de dentro.
Hora não mais fala ao outro... quer guardar o que?
Eu sou plenamente celado em papel de presente, fechado pro temido redentor.
Eu sou plenamente riscado a fugir do não querer.
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